Reflexões

Os deuses e os mentores celestes

            De criadores a moderadores. De senhores a escravos. Reis e rainhas; príncipes dos céus e governadores da Terra. Os Primeiros regentes e pais dos primeiros homens. Quem são os deuses que adornam nossa filosofia com mistério e beleza?

            Todas as culturas falam ou cultuam seus próprios deuses. Alguns, inexistentes, passaram a ter um lugar no religioso, na ausência da explicação de um evento natural ou de uma catástrofe da mesma categoria; outros, tão tangíveis como qualquer coisa diante dos nossos olhos, mas inexplicavelmente incríveis.

            Muitas culturas, no entanto, demonstram denominadores comuns, que nos leva a crer que não é mera coincidência ou obra do acaso, mas uma verdade indiscutível: Todos os deuses são os mesmos, com nomes diferentes, influenciados pela cultura dos povos que os cultuam.

            Na lista a seguir, vamos conhecer 12 deuses do Olimpo na mitologia grega, a grande morada dos deuses. A mitologia é um dos aspectos mais fascinantes da cultura grega. Apesar das grandes criações culturais – Filosofia, Teatro, Democracia, entre outras – os gregos tinham um apego muito grande aos seus deuses, a quem reverenciavam e atribuía um papel muito próximo ao ser humano. Aliás, a semelhança entre deuses e humanos é um dos aspectos do humanismo grego.

            ZEUS: É o deus principal, governante do Monte Olimpo, rei dos deuses e dos homens. Era o senhor do céu e o deus da chuva, aquele que tinha o terrível poder do relâmpago. A tempestade representava a sua fúria. Sua arma era o raio e sua ave a águia, animal em que costumava se transformar. Zeus era um tanto mulherengo e teve diversas esposas e casos com deusas, ninfas e humanas, tendo vários filhos semideuses, entre eles, Hércules e Perseu.

            HERA: Mulher de Zeus e rainha do Olimpo, Hera é a deusa do matrimônio, do parto e da família. Extremamente ciumenta, é vingativa com as amantes do marido e com os filhos de Zeus que elas geram. Íris, a deusa do arco-íris, era a servente e mensageira de Hera, e o pavão, a sua ave favorita. Para os gregos, Hera e Zeus simbolizam a união homem-mulher.

            POSEIDON: O irmão mais velho de Zeus e Hades é Poseidon, o deus do oceano. Morava em seu palácio no fundo do mar, junto a sua esposa Anfitrite. Com um movimento de seu tridente, causa terremotos e tsunamis – por isso os navegantes sempre rezavam para esse deus pedindo águas tranquilas e que lhes protegessem dos “monstros marinhos”. Poseidon vive procurando aumentar seus domínios em diferentes áreas da Grécia.

            ATENA: É a deusa da sabedoria, imbatível na guerra, nem mesmo ‘Ares’ lhe era páreo, pois, enquanto este só prezava a guerra violenta e sanguinária, Atena era extremamente estratégica. Filha de Zeus com a primeira mulher dele, Métis. Quando Zeus recebeu a notícia de que Métis estava grávida, ficou com medo de que seu filho o destronasse como aconteceu com seu pai e seu avô. Carrega uma lança e um escudo chamado Égide e seu símbolo é a mais sábia das aves, a coruja.

            ARES: O terrível deus da guerra é outro filho de Zeus e Hera. Representado como um homem forte e de caráter violento, ele tinha o prazer em apreciar a dor alheia e, no campo de batalha, pode matar um mortal apenas com seu grito de guerra! Quando estão perto dele, as pessoas sentem raiva e vontade de bater uma nas outras. Pai de vários heróis – humanos que são protegidos ou filhos de deuses -, Ares ainda se tornou um dos amantes de Afrodite.

            DEMÉTER: Filha de Cronos e Réia era a deusa das plantas, da terra cultivada, das colheitas e das estações do ano. De seu romance de trágico desfecho com Iásion, Deméter teve um filho chamado Pluto, que posteriormente tornou-se a personificação da riqueza e da abundância. Iásion morreu atingido por um raio fulminante enviado pelo enciumado Zeus ao surpreender juntos os dois amantes. De sua união com seu irmão Zeus nasceu Core que, raptada por Hades, tornou-se Perséfone, a rainha dos mortos.

            APOLO: Apolo era o deus da luz e do sol, na verdade, os gregos acreditavam que ele era o próprio sol,  conduzindo a sua carruagem dourada e resplandecente no céu, para chegar, à noite, ao oceano onde os seus cavalos se banham, enquanto a noite prevalece. Por isso era chamado também de Febo (brilhante). Seus cabelos eram louros e seus olhos claros como o dia. Também era o deus da música, poesia e da arte de atirar com o arco.

            ÁRTEMIS: Ártemis se tornou a deusa da vida selvagem e da caça. Seus cabelos eram negros e tinha olhos escuros, ao contrário de Apolo, ela era a deusa da noite enluarada. Como era uma caçadora, desprezava a companhia de homens, prometendo ser eternamente virgem. Possuía um arco e flecha como os de Apolo, só que prateados. Apesar de portar o arco, a deusa é protetora dos animais.

            HEFESTO: Também filho de Zeus e Hera, Hefesto era o arquiteto, o forjador, construtor de todas as obras do Olimpo. Foi ele que, com a ajuda dos Ciclopes, forjou o raio de seu pai Zeus e os gregos antigos acreditavam que as erupções vulcânicas eram causadas por este deus, que forjava no interior das montanhas. Hefesto nasceu tão feio que foi jogado pela mãe, Hera, – a despeito de ela ser a deusa da família – do alto do monte Olimpo.

            AFRODITE: Deusa do amor, da beleza e do sexo, Afrodite é a mais bela das deusas. Ela nasceu quando Cronos cortou os testículos de Urano e arremessou-os no mar. Da espuma que surgiu na água, ergueu-se a virgem Afrodite. Sua presença causou tumulto no Olimpo, pois os deuses começaram a brigar para conquistá-la, inclusive Zeus. Temendo que o ciúme pusesse fim à paz que reinava entre eles, Zeus a casou com Hefesto, o mais decidido e tranquilo dos deuses, e também como forma de agradecê-lo por ter forjado os raios.

            HERMES: Filho de Zeus com a deusa Maia, Hermes era esperto e rápido e estava sempre a serviço de Zeus. Ele era o mensageiro dos deuses e também conduzia a alma dos mortos até o submundo de Hades. Protetor dos viajantes, comerciantes, dos ladrões e trapaceiros, em suma, de tudo que requer habilidade e astúcia. Representado como um homem de sandálias e capacete com asas e também portando em uma das mãos o caduceu, uma vara com duas serpentes entrelaçadas.

            DIONÍSIO: Dionísio, o deus do vinho, das farras e da loucura, era filho de Zeus e Sêmele, princesa tebana, filha de Cadmo e Harmonia. Sêmele, instigada por Hera, rogou a Zeus que a ela se apresentasse em todo seu esplendor. O deus a preveniu de que seria impossível a qualquer mortal resistir a tal visão. Sêmele, que se encontrava grávida na ocasião, não resistiu e caiu fulminada por raios e trovões. Zeus, com o auxílio de Hefesto, retirou-lhe o filho do ventre e o costurou à sua coxa de onde, passado o tempo de gestação, saiu Dionísio.

            Agora você conhece os Deuses do Olimpo e, deve estar se perguntando como encontrar o denominador comum, certo? Vejamos:

            O Panteão da Filosofia Ancestral Cainita é denominado A FRATERNIDADE ETERNA; também poderemos encontrar citações como “Fê” (Palavra formada das iniciais “F” e “E”).

            A Fraternidade Eterna possui doze deuses integrantes deste círculo intimo celeste. Assim como o Olimpo. Cada deus da FE (Fraternidade Eterna) possui uma representação original que, em suma, formam qualidades que auxiliaram na arquitetura do nosso universo.

            Neste livro, especificamente criado para falar dos Deuses da Fraternidade Eterna, você encontrará detalhes mais profundos de cada um deles, para auxiliar no conhecimento que precisa ter sobre os Deuses Originais, pais dos Primeiros Homens da Terra.

CAPITULO PRIMEIRO.

Asherah: A Deusa dos Dez mil nomes.

            Asherah, Mitra, Selene, A Deusa, Luna, Annit, Ártemis, Hécate, Nuit, Diana e tantos outros nomes, dão a deusa da Lua e da Noite, o título de “A Deusa dos Dez Mil Nomes”.

            Os Cainitas a reconhecem como Asherah. Porém, não há em nenhum documento ou nas tradições orais desta filosofia, uma descrição de sua face. Sempre envolta de misterioso Véu; Asherah, esposa de Jaf (O Mestre da Fraternidade eterna, comparado a Zeus/Odin, por exemplo), possui seu trono na Lua e, do lado oculto da mesma, integrantes inteligentes de seu exército, observam, cuidam, protegem e até aniquilam, se necessário, os homens da Terra.

            Segundo a árvore genealógica dos deuses da tradição cainita, Asherah é filha de Askaham e Lartiniël. Asherah gerou Aelvm e Heru.  Embora, tenha sido esposa do idealizador da Fraternidade Eterna, Jaf (pronuncia-se “iafi”), ela não pertenceu ao Círculo dos doze deuses e, se o fizesse, seria a décima terceira deusa do panteão. Porém, mesmo não estando inserida no Círculo íntimo, os cainitas não só a reconhecem como uma importante integrante de seu panteão, como é a mediadora (intercessora) dos seres desprovidos da aprovação e subjugo de Jaf e de seus acordados.

            A mais misteriosa e também a mais poderosa de todas as deusas celestes, Asherah, a Deusa de Dez mil nomes é a representação do infinito, do feminino, da minoria, dos Garous, da força, da noite, da guerra e também deusa das Bestas e dos seres noctívagos.

            Seu mistério paira sobre seu rosto, desde sempre. Até no mundo dos primeiros homens, não exista um sobre a Terra que tenha conhecido a face ou ao menos a verdadeira face de Asherah. Conhecida por ser “a Dama de branco e de véu”, Asherah detém seu trono sobre as areias brancas lunares.

A Deusa pode ser representada por alguns animais específicos, sendo cada um deles, forma de descrever determinada habilidade desta mentora celeste.

            A Cabra branca, por exemplo, representa o místico e a fêmea ao lado do Bode Negro, Lux.

            O Dragão Verde e Branco, também associado à cultura Celta, é outro mítico animal cuja deusa pode ser representada e, neste caso, sugere a sua influencia sobre a natureza e o poder de reger a mesma.

            Os mistérios que envolvem Asherah renderia uma nova bíblia, em número de páginas e capítulos, para tentar descrever ao menos a superfície desse oceano inexplorado. Mas, vamos tentar aqui, revelar alguns detalhes importantes inseridos na nossa filosofia, que outrora, não pode ser observado pelos mundanos e vulgos.

            Asherah possui uma afamada e irredutível posição ao lado dos homens de “Espíritos Livres”. Espírito esse trazido na forma do ígneo intelecto, pelas mãos de seu filho mais velho, Lux, nos céus, chamado pelo nome de Aelvm; detendo para si a mais intrigante e mascarada ação contra os preceitos controladores de seu próprio esposo, Jaf, resultando no divórcio celeste do Sol e da Lua e conspirando a favor dos catorze caminhos, cujos tais, são semelhantes as catorze estrelas da constelação do dragão e também ao número tarótico associado ao Anjo Guardião.

            Por tal motivo a serpente é no baixo mundo, a Lua Crescente (os Garous) e no mundo superior a lua minguante (os Haeks), entendendo o baixo mundo como A Terra e o Superior, como Gehena.

            A paixão pela minoria e por aqueles que foram condenados pelos deuses da Fraternidade Eterna, não se resume a Aelvm. Asherah moveu um amor incondicional por seu neto, Caim (vós cainitas o sabem por que Asherah é mãe-avó de Caim); passou a ser a Deusa misericordiosa dos altos céus, hoje bem representada pelos cristãos-místicos, como Nossa Senhora, a mãe de Heru (Jesus), cujo tal, é o mesmo irmão de Aelvm.

            A Misericórdia da grande deusa repousou sobre Caim diante de dois fatores de suma importância: 1 – Caim era seu neto e, 2 – Caim agiu contra os preceitos de Jaf, matando Abel (sua versão complacente e serva, personificada em seu irmão mais novo), libertando-se dos subjugo e salvando os homens da terra da morte iminente.

            Ao sacrificar seu irmão, Caim se tornou um individuo, ou seja, aquele que deixou de ter como auto-refencialdiade o ego, a persona. Ele passou a existir apenas em função de si mesmo, no centro de si mesmo.

            Assim como seu pai, Lux; Caim também havia se tornado indivíduo de espírito livre, por driblar as regras que o tornaria apenas servo, passando a ser Criador.

            Asherah protege o seu filho Lux, por ser ele o propagador da verdade e o distribuidor do intelecto, salvador dos homens e libertador das falsas dores. Assim foi em Caim.

            A ligação eternizada de Asherah com Caim e Lux, faz dela o pilar mais importante a ser observado e investigado pelos aspirantes ao Capitólio cainita, o centro da Comunidade regida pela Monarquia dos Drakens.

            Os Cainitas em toda a comunidade costumam obter respostas das influencias lunares em suas práticas místicas. Uma das práticas mais famosas entre aprendizes e mentores é a Poça Negra da Lua.

            A Poça é uma forma de oracular, utilizando um vazo negro e água pura, para refletir a imagem da Lua e trazer aos adeptos da Fâtâ, visões influenciadas pelo brilho e pela energia lunar, conectando os oráculos a rede lunar e cobrindo-os de ensinamentos, visões proféticas, visões das probabilidades do futuro, visões do passado e até ensinamentos mediadores.

            A Filosofia trata os deuses de forma mais humana possível, ou seja, não os vêm como entidades plasmáticas ou espirituais; mas, sim, como sendo seres palpáveis, de carne e osso (talvez), porém com acesso a altíssima inteligência e capacidades sobre-humanas que responderiam os motivos pelos quais nossos antepassados deram a estes seres os títulos de deuses.

            Asherah ou seus emissários são descritos em diversas passagens da nossa filosofia e tradição como vindo a Terra dos homens mortais e tendo com eles, além de lhes transferir ensinamentos e/ou ajuda-los a moderar sua situação, quando caótica.

            Os Anuraek, seres de crânios alongados que vieram até a antiga e primeira cidade Enoque, fundada e idealizada por Caim, o primogênito do Éden, são um dos emissários que envolvem nossa história como homens e como homo fabers no contexto da evolução, tanto tecnológica, quanto mágica.

            Conhecendo o declínio bestial da cidade Enoque, Asherah enviou sete dos seus emissários mentores, para instruírem Caim, ainda no Castelo da Casa Alta, para que fundasse uma sociedade secreta, denominada a Ordem de Caim e/ou Ordem dos Cainitas, colocando todos sob duas leis básicas: A Lei do Silêncio e a Lei da Máscara, onde respectivamente, uma tinha o intuito de manter as práticas e conhecimentos dos descendentes de Caim em oculto e a outra, disfarça-los em homens comuns.

            Eis a importância de Asherah para os Cainitas. Conhecendo suas ações como uma verdadeira mãe sobre os espíritos livres, não impõem regras, mas auxilia para que a liberdade não seja um fardo maior que a servidão, instruindo seus filhos, como uma boa mãe faria.

            Podemos, nós cainitas, afirmar que as Leis principais que temos como categóricas e monárquicas, que regem nossa ação na sociedade oculta, fora um presente de Asherah, para os primeiros cainitas da Terra dos Homens.

            Assim, os cainitas foram antecessores aos Hebreus e Judeus ao afirmar que Jaf (Comparado a Javé/Zeus/Odin) tinha uma esposa e, mesmo que tenha passado despercebido pelos cristãos atualmente, não há incontroversa.

            Yahweh — outro nome para Deus, assim como Alá — era casado com Asherah, uma importante deusa adorada em Israel durante a Antiguidade. Os antigos israelitas eram politeístas, e apenas uma pequena minoria adorava unicamente a Yahweh, entidade que corresponde ao Deus seguido pelas religiões abraâmicas. Isso mudou em 586 a.C., quando uma comunidade que pertencia à Judeia foi exilada na Babilônia e o Templo de Jerusalém foi destruído.

Esse evento acabou dando origem a uma visão estritamente monoteísta, focada na existência de um Criador Universal, não só para o reino de Judá, mas para todas as nações do mundo. Só a título de esclarecimento, as religiões abraâmicas se apoiam na crença da existência de um único Deus e sua origem comum pode ser traçada até Abraão.

Essas crenças compõem uma das três principais divisões na religião, juntamente com as religiões indianas e as da Ásia Oriental, e compreendem o judaísmo, o cristianismo e o islamismo.

            Yahweh teve que competir com outras tantas divindades — como Zaafir, Pacca e Pusparāgamu — até conquistar a posição de Todo Poderoso junto aos antigos israelitas.  Apesar de Deus ordenar em um de seus 10 mandamentos “não terás outros deuses diante de mim”, a própria Bíblia traz evidências de que outras entidades eram adoradas juntamente com Ele.

O Livro dos Reis aponta que Deus tinha uma esposa, e que ela era adorada juntamente com Ele. Asherah, a companheira de Yahweh, era apresentada como uma divindade que se sentava ao lado do marido, e os textos bíblicos ainda revelariam que uma estátua da deusa ficava abrigada no interior de um templo em Jerusalém, e que as sacerdotisas do local eram responsáveis por criar mantos cerimoniais para ela.

Além de aparecer na Bíblia, a ligação entre Yahweh e Asherah também é mencionada em inscrições descobertas em fragmentos de cerâmica do século 8 a.C. encontrados em Kuntillet Ajrud, no deserto do Sinai. o texto se refere a um pedido destinado ao “Casal Divino”, e outras tantas inscrições semelhantes foram recuperadas, fortalecendo o corpo de evidências que apontam que os antigos israelitas acreditavam que Deus tinha esposa.

Aliás, apesar de a Bíblia condenar esse tipo de prática, os textos sugerem que a adoração de divindades era muito comum em Jerusalém. E tanto ídolos como amuletos, incluindo textos antigos, revelam que Asherah era uma poderosa deusa da fertilidade.

A “esposa” de Yahweh também era conhecida pelos nomes Istar e Astarte, e era de grande importância para os povos do passado, sendo uma divindade ao mesmo tempo poderosa e maternal.

Antes de ser associada à figura de Yahweh, Asherah era consorte de El, Deus supremo de Canaã e pai de Baal. Na Bíblia ela frequentemente aparece como ha asherah e, nesses casos, as escrituras não se referem a ela como sendo uma divindade, mas como um símbolo presente nos altares de santuários israelitas dedicados a Yahweh, muitas vezes na forma de árvores. Daí sua ligação com o “Deus dos Hebreus”, como também era conhecido.

Diversas inscrições hebraicas mencionam a ligação entre Yahweh e Asherah. A esposa de Deus não foi completamente apagada da Bíblia, e ainda é possível encontrar vestígios de sua existência em evidências arqueológicas textos de países que fazem fronteira com Israel e a Judeia.

Muitas traduções se referem a Asherah como “Árvore Sagrada”, essa referência foi criada para “esconder” a existência da deusa. As referências a Asherah no Velho Testamento são raras e foram grandemente editadas pelos antigos autores responsáveis por reunir os textos que seriam incluídos nas escrituras. A figura de Asherah como “árvore” inclusive chegou a ser simbolicamente cortada e queimada no exterior do Templo de Jerusalém por religiosos que tentavam purificar o culto e focar na adoração de um único Deus homem, Yahweh.

Já nos fica notório que, as influencia patriarcais não vieram de Jaf e nem o machismo teve origem nos pátios celestes. Esse comportamento ou desvio social emergiu das próprias mentes humanas que não viam uma relação sexual como sacra e não conseguiam então, propagar um deus “puro”, se ele tivesse uma esposa e, também, feria o monoteísmo, já que apenas UM deus deveria ser louvado.

Talvez até mesmo as descrições de sua fisionomia e de seu rosto, tenham sido ocultadas, no cuidado que os homens impuros tinham, de possuir um deus imaculado e que não inspirava luxuria ou pensamentos furtivos sexuais.

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